Colaborações: Conexões – arte e demais disciplinas

Esse encontro foi o resultado de alguns planejamentos com o Colégio Andrews com o intuito de iniciar uma colaboração entre o Núcleo e a escola ao longo do ano. O grupo que participou desse encontro foi composto pela direção, coordenação pedagógica e professores do setor de artes.

No primeiro momento, apresentamos algumas experiências nacionais e internacionais da relação museu/escola e o tema da transdisciplinaridade; as linhas de ação do Programa Museu/Escola e os eixos temáticos desenvolvidos pelo Núcleo: Onde começa o museu?; Práticas artísticas; Corpo e identidades; Modernidades e Contemporaneidades.  No segundo momento, o grupo foi dividido em três subgrupos com o objetivo de promover entre os educadores uma discussão sobre os eixos:

1. Práticas Artísticas e Modernidades e Contemporaneidades com Mara Pereira

O grupo era formado pela coordenadora pedagógica, a supervisora pedagógica, duas professoras de arte, uma coordenadora e dois coordenadores que também são professores de educação infantil e biologia. A conversa aconteceu na área externa do museu, entre o pilotis e o jardim, e se iniciou com a relação entre modernidade e contemporaneidade na escola, a partir das experiências, reflexões e projetos vivenciados especificamente pelos coordenadores e professores do Colégio Andrews. Os professores foram convidados a refletir sobre como esses conceitos estão presentes nas suas ações e convivência com os estudantes. Conceitos como fluidez, novas tecnologias e novas relações com o tempo vieram à tona, evidenciando similaridades entre escola contemporânea e arte contemporânea.

A coordenação e a supervisão pedagógicas apresentaram a fluidez como uma questão contemporânea que gera dificuldade em ter clareza sobre onde se quer chegar com os projetos. Identificaram que os eixos temáticos desenvolvidos pelo Núcleo em suas ações no MAM-RJ [Onde começa o museu?, Modernidades e contemporaneidades, Corpo e identidade, e Práticas Artísticas], possuem relação direta com o que vivenciam na escola e passarão a servir de inspiração para todos os projetos da escola.

Ao identificar as incertezas sobre arte contemporânea, conversamos a respeito das diferentes práticas artísticas, como não existe mais uma linearidade histórica que existia até a arte moderna, com uma seqüência de movimentos artísticos, mas, sim, uma pluralidade simultânea dos modos de produzir arte, a ponto de gerar dúvidas sobre o que é arte e sobre como nos relacionarmos com essas produções, mencionando o pensamento sobre Fim da História da Arte, debatidos pelos teóricos Arthur Danto e Hans Belting.

No segundo momento visitamos a exposição Genealogias do contemporâneo onde foi sugerido ao grupo dividir-se em subgrupos e escolher uma obra que eles considerassem moderna e outra que fosse contemporânea. Finalizamos debatendo sobre como os modos de criação são outros na contemporaneidade, mas a sociedade, inclusive a escola, ainda deseja se relacionar com os códigos da arte clássica e, talvez, moderna.

2. Corpo e identidades com Jessica Gogan

Começamos o percurso sentado fora do museu com a instigação de usar o corpo com um instrumento de coletar percepções e de enfatizar o sujeito, a diferença e nossas identidades plurais. O crítico Frederico Morais sempre falava que o vazio faz parte de coleção, o fora do MAM e a brisa são parte da experiência de arte e do museu. Através de alguns minutos de silêncio e de observação conversamos sobre o que nossos corpos estavam coletando. A partir desta proposta, começamos a discutir sobre o espaço de fora do MAM e os usos múltiplos, os diversos públicos presentes, os eixos de dentro e fora na arte e no museu e os contrastes socioeconômicos.

O grupo foi composto de coordenadoras pedagógicas, orientadores pedagógicos especializados em educação infantil e de ensino fundamental e uma professora de artes visuais. Uma dimensão interessante da conversa era a observação como o próprio convite de parar, observar e desacelerar foi um ritual essencial para iniciar o percurso e como a arte facilita este momento de “parar” e desta forma como os processos de aprendizagem aproximam os processos artísticos e vice versa. Esta observação foi repetida na exposição Genealogias do Contemporâneo onde o grupo anotou que a experiência livre e aberta de compartilhar suas observações e opiniões sobre arte que eles tiveram na exposição, só foi possível a partir da experiência e discussão inicial.

Neste sentido conversarmos muito sobre o convite aberto que foi oferecido – o corpo como instrumento de coletar e de diferença – em contraste a tendência pedagógica de perguntar algo buscando uma resposta específica, já sinalizada ou pensada pelo professor. O grupo ficou interessado como reverberar esta abertura no contexto escolar.

3. Onde começa o museu? com Ana Chaves e Luiz Guilherme Vergara

Inauguramos o percurso próximo à pista, do outro lado da rampa, junto à placa que indica o Museu de Arte Moderna e o ícone do Parthenon com a pergunta/título do eixo: Onde começa o museu? Conversamos sobre as noções de museu e o projeto arquitetônico de Eduardo Affonso Reidy e o plano de cidade da década de 1950 com a ênfase ao monumental. Ao longo do percurso, atravessamos a rampa identificando a partir de uma linha diagonal traçada na paisagem, a relação da construção do museu com o Largo da Carioca e o antigo Morro Santo Antônio e seguimos identificando no jardim de Burle Marx – sua geometria, a simetria da composição junto a uma organicidade própria das estruturas naturais das espécies.

No pilotis, discutimos sobre a arquitetura que propõe um ver através e como o nosso olhar consegue captar outros elementos que compõe a paisagem, assim como na obra de Franz Weissmann a tentativa de quebrar dicotomias do dentro/fora, do que está visível, invisível, do que é dizível ou não etc. Os professores contribuíram com o percurso segundo suas experiências na escola criando relações, sobretudo com os processos de alfabetização, leituras de mundo e os estudos que fazem sobre ‘onde começa’ o aprendizado. Visitamos o jardim suspenso e conhecemos outro ponto de vista do projeto arquitetônico colocando em discussão a relação da obra de arte ‘fora’ das paredes do museu, isto é, no espaço público, no jardim e como considerá-las parte de um patrimônio ampliando seus sentidos para a relação com a cidade com todo seu vocabulário e mobiliário urbano e artístico também.

‘Dentro’ do MAM, concluímos o percurso na exposição Genealogias do Contemporâneo, mas especificamente no núcleo Respirações Geométricas com Guilherme apresentando aos educadores a noção de percepção metafórica a partir das obras de Cildo Meireles, Waltercio Caldas, Ascânio MMM e Franz Weissmann.

Educação é um processo de criação de vínculos. As palavras da coordenadora pedagógica e do diretor do Colégio Andrews mostram como uma experiência vivenciada pelo professor, a relevância do MAM no debate sobre arte moderna ou contemporânea são essenciais para construir relações entre o museu e a escola e futuros possibilidades entre professores, alunos e educadores do MAM.

– –
Realização: 16 de março de 2013

Saiba mais sobre: Colaborações: Colaborações – Conexões: arte e demais disciplinas | Colégio Andrews
 Galeria |  Retornar Programação passada |  Retornar Museu/Escola

Colaborações: Projeto-piloto – Escola Municipal Emílio Carlos

O projeto-piloto com a Escola Municipal Emílio Carlos localizada no bairro de Guadalupe, zona norte da cidade, foi elaborado a partir de reuniões entre o Núcleo Experimental de Educação e Arte/MAM RJ e a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, representado na época por Jurema Holperin com o objetivo de formar um grupo transdisciplinar de trabalho continuado entre educadores do MAM, professores, alunos e funcionários. Para essa proposta inicial, quatro turmas, nove professores, coordenação pedagógica e direção participaram do planejamento das ações entre setembro e novembro de 2012.

O projeto foi dividido em quatro grupos de professores que elaboraram conosco um percurso para sua turma. A seleção de professores e turmas ficou a critério da escola. Acordamos um cronograma composto por um encontro de planejamento entre educadores e duas atividades no MAM e na E. M. Emílio Carlos. Com a colaboração da SME RJ, foi oferecido auxílio de ônibus e lanche para a saída dos alunos da escola até o museu.

Escola Municipal Emilio Carlos - Parceria Núcleo Experimental/MAM RJ e Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro

Escola Municipal Emílio Carlos – Parceria Núcleo Experimental/MAM RJ e Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro

Um dos principais objetivos dessa colaboração foi promover um lugar de encontro entre os educadores da escola e do museu. Cada um contribuindo com seus saberes, interesses e ideias para uma construção coletiva que gerasse uma proposta que acolhesse os alunos e as duas instituições: o museu e a escola. Para tanto, propomos aos professores que diante de seus interesses temáticos, isto é, a partir do que já estavam discutindo com seus alunos em sala de aula – já que o projeto chegou no segundo semestre – desafiamos os limites das disciplinas e fizemos um exercício de pensar uma proposta que transitasse pelos conteúdos do programa curricular da escola e do museu, mas que apresentasse algo de novo, singular. Algumas propostas partiram de alguns temas das disciplinas e a primeira foi resultado de um interesse dos educadores em criar um percurso que discutisse a ideia de museu, não só apenas pelo que expõe, mas pelos profissionais que o institui.

1º Percurso
O primeiro grupo contou com a participação dos professores Cristiane de Fátima Mendes Marçal (Artes Plásticas), Edimar Fernandes da Silva (Geografia), Mara Lucia Silva dos Santos (Língua Portuguesa) e a turma 1802 (35 alunos). No planejamento, criamos conjuntamente com os professores um percurso em que os alunos fariam um reconhecimento do museu pelos profissionais. Por meio de entrevistas e registros em vídeo e fotografia, criamos um percurso investigativo, em que as estruturas internas e externas do MAM foram reconhecidas pelo seu ‘avesso’, ou seja, identificamos através do depoimento de diversos profissionais – salão de exposição, curadoria, educação, cinemateca, documentação, setor de limpeza, administração – diferentes percepções sobre seu local de trabalho e sua relação com o museu. A partir das reflexões geradas nesse encontro, para a ação na escola, propomos o mesmo percurso: alunos e educadores nos apresentaram a escola a partir das histórias que compõe os espaços do jardim, quadra, estacionamento, sala de leitura, sala de aula, e refeitório e foram percebidos muitos pontos convergentes entre as duas instituições.

2º percurso
O segundo grupo foi composto pelos professores  Paulo José Peixoto de Souza (Ciências) e Suely A. da S. Bastos (Matemática) e a turma 1901 (40 alunos). Desenvolvemos um percurso no jardim do MAM com foco na observação e identificação das formas geométricas a partir do projeto paisagístico de Roberto Burle Marx. Com máquinas fotográficas e celulares captamos imagens que discutissem a linguagem do paisagista associada ao projeto urbanístico do arquiteto Affonso Eduardo Reidy e ao vocabulário da matemática e da física: ângulos, raízes quadradas, triângulos retângulos, massa, velocidade, tempo, medida, repouso, energia etc. Além de todo o jardim, exploramos as esculturas de Franz Weissmann, Haroldo Barroso e Amilcar de Castro, o jardim suspenso do Bloco Escola e no Bloco de Exposições visitamos o núcleo Ação no MAM - Turma 901Respirações Geométricas da exposição Genealogias do Contemporâneo do acervo permanente de Gilberto Chateaubriand com a curadoria de Luiz Camilo Osório. Com base nesse percurso, propomos a elaboração coletiva de um jardim na escola a partir dos registros, reflexões e estudos realizados no MAM e jogos de tangram desenvolvidos pelos estudantes em sala de aula.
Turma 1901 - Ação na E.M. Emílio Carlos: Preparação do jardim

3º Percurso
A partir de uma proposta realizada pela profª de música Selma S. Costa Souza na escola com a colaboração do profº de inglês Jorge Luiz Peçanha, a turma 1701 (35 alunos) compôs raps que apresentassem diferentes concepções sobre museu. Selecionamos os versos: “Dizem que lá só tem 3ª idade”; “Queria mesmo ver pintura em 3D”; “Esse museu tem a vida de luxo”; “Museu é assim…com ossos velhos” para um debate após a visita às exposições de arte contemporânea “Amor” de Luiz Zerbini, “Tração animal” de Raul Mourão e “Humúsica” de Cabelo no MAM. A conversa final foi sobre a ideia de museu, obra de arte com base em suas percepções antes e depois de visitar o museu. Refletimos sobre a importância da reflexão crítica que os alunos fizeram para criação dos raps, sobretudo quando se refere a um lugar que pretendem conhecer. No final do encontro, contamos com a participação do artista Cabelo que compartilhou conosco seu processo criativo, sua relação com a arte, poesia e música, além de nos contar como concebeu a exposição no museu. Na E.M. Emílio Carlos a turma elaborou novas composições com base nas experiências no MAM e, sobretudo no encontro com o artista.

4º Percurso
Animados pelo Profº de História Jorge Medeiros, a turma 1801 (35 alunos) foi estimulada a iniciar uma pesquisa com informações sobre o museu e as reformas urbanas do período em que a sede do MAM foi construída no Aterro do Flamengo. Para que os alunos experimentassem in loco alguns resultados de suas pesquisas, criamos um percurso do Centro ao Aterro do Flamengo, com o objetivo de identificar as transformações que a cidade sofreu em decorrência dos processos de urbanização e modernização nos últimos cem anos. Iniciamos a caminhada pelo Largo da Carioca, Praça da Cinelândia onde fizemos uso de máquinas fotográficas e molduras com a finalidade de registrar em detalhes os pontos que demarcavam, sobretudo, a influência europeia presente na arquitetura das igrejas, do Teatro Municipal, do Museu de Belas Artes e arredores. Ao virarmos a esquina, seguimos pela Rua Araújo Porto Alegre e na Rua da Imprensa, identificamos o marco da arquitetura moderna brasileira: Edifício Gustavo Capanema, antigo MEC, em contraponto com a Igreja de Santa Luzia e as memórias da Avenida Beira Mar. Concluímos nos jardins do MAM que converge parte desse percurso em sua paisagem. A partir dos registros – fotos, informações, experiências – propomos a construção de um guia que evidenciasse o trajeto entre o Largo da Carioca e o Museu de Arte Moderna por meio do ponto de vista do grupo.

Avaliação
O projeto-piloto nos fez perceber que ao criarmos novos espaços de relacionamento entre o educador do museu e o educador da escola planejando, vivenciando, participando das próprias questões que constituem o cotidiano escolar, possibilitou um maior reconhecimento das práticas pedagógicas e de todo o universo complexo que compreende o currículo escolar: da importância do conteúdo até os aspectos emocionais dos alunos. E em contrapartida, tivemos a oportunidade de apresentar algumas possibilidades de interlocução dos temas da escola aos temas do museu relativos não só a seu programa de exposições, mas sobre o jardim, arquitetura e sua conformação na cidade.

Observamos que o projeto-piloto foi realizado diante de um trabalho motivado, desde o início, por colaboração, isto é, aberto, em processo e atento ao outro. Um espaço de aprendizagem coletiva, dialógica, interessado em novas propostas que contribuam para pensar o programa curricular do setor de educação do museu, assim como o da escola fruto da interlocução de diversos campos de conhecimento.

A Escola Municipal Emílio Carlos é referência na rede, pois faz parte de um plano-piloto da 6ª CRE com formato de um turno único de 7 (sete) horas e perfil conteudista. Como deflagrar uma nova proposta de colaboração de conteúdos, sem que interfira no compromisso da instituição escolar com seu programa curricular? Identificamos e concluímos que interessantes proposições foram desenvolvidas ao longo desse projeto, como a descoberta de relações possíveis entre a matemática e a arte e, sobretudo, a possibilidade de emergir o ‘educador – autor’ e não meramente um reprodutor de discursos.

– –
Realização: setembro à novembro de 2012

Saiba mais sobre: Colaborações: Projeto-piloto – Escola Municipal Emílio Carlos
 Galeria |  Retornar Programação passada |  Retornar Museu/Escola

Colaborações: Encontros com o Comitê Estadual Étnico-Racial

Reunião com o objetivo de pensar uma parceria entre o Núcleo Experimental de Educação e Arte e o Comitê Étnico-Racial da Secretária Estadual de Educação. O comitê étnico-racial é responsável pela implementação, nas escolas, da lei 10.639/2008 que prevê a obrigatoriedade do ensino de História da África e História Indígena como forma de reconhecer a importância dessas duas heranças na constituição da História do Brasil. Neste sentido compreendemos que a exposição Genealogias do Contemporâneo poderia fornecer algumas possibilidades que contribuíssem para endossar o debate sobre diversidade cultural e educação. Assim foram pensadas duas ações: a realização de um encontro com professores a ser realizado em 20 de novembro de 2012 (Dia da Consciência Negra), intitulado “Olhares sobre a diversidade na exposição Genealogias do Contemporâneo” e a realização do acolhimento de escolas 6 escolas onde os professores envolvidos com o comitê étnico racial estivessem atuando e desenvolvendo seus projetos, atuando assim com um dos princípios do programa Museu/Escola que é pensar os desafios da educação e das relações entre o museu e a escola no século XXI.

Participaram 14 professores e coordenadores, membros do comitê étnico racial de diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro.

– –
Realização: 16 de outubro de 2012

Saiba mais sobre: Colaborações: Encontros com o Comitê Estadual Étnico-Racial
 Retornar Programação passada |  Retornar Museu/Escola

Colaborações: Programa Autonomia

Segundo a SEEDUC RJ, “Autonomia tem um professor para trabalhar todas as disciplinas. Ele tem papel fundamental no processo de aprendizagem, pois, com a mediação do professor, os alunos constroem a autonomia da sua aprendizagem. O programa tem duração de dois anos e está dividido em quatro módulos, um por semestre.” Com o Núcleo, foram planejadas ações associadas à proposta de aula-passeio que integra o programa, relacionando a experiência no museu aos conteúdos trabalhados nas aulas. Em colaboração com a coordenação pedagógica trabalhamos de forma continuada, em que cada escola participava de 03 encontros com 05 turmas de diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro. A escolha das escolas ficou a critério da coordenação do programa. Os encontros foram mediados pelas educadoras Gleyce Kelly Heitor e Mara Pereira.

Escolas participantes:
1. Colégio Estadual Professora Maria Terezinha de Carvalho Machado
Local: Jacarepaguá
Faixa-Etária: 17 a 20 anos

2. CIEP Federico Fellini
Local: Tomaz Coelho
Faixa-etária: 17 a 50 anos

3. Telecurso comunidade Dona Marta [Igreja Metodista de Botafogo]
Local: Botafogo
Faixa-etária: 17 a 45 anos

4. Escola Estadual Jornalista Arthur da Távola
Local: Cosmos
Faixa-etária: 17 a 19 anos

5. Colégio Estadual Monteiro de Carvalho
Local: Santa Teresa
Faixa-etária: 17 a 50 anos

– –